domingo, 18 de outubro de 2026

Universo TOTVS 2026: a era da experimentação em IA acabou — e o que vem agora é sobre retorno

 Dois dias em São Paulo (13 e 14/10) , mais de 300 conteúdos, milhares de profissionais. Para quem, como eu, caminha com TOTVS desde 2001, o Universo TOTVS 2026 foi algo além da grade técnica: um momento raro de aprendizado e de reencontro com velhos amigos e grandes profissionais que são referência no mercado de TI brasileiro. Conversas de corredor viraram aula, referências viraram par de debate e até encontro familiar, onde pude encontrar minha prima.


Universo TOTVS 2026


Mas o número que me chamou atenção veio dos bastidores: 88% das empresas ainda não acompanham o retorno dos seus investimentos em IA. Enquanto o palco mostrava tecnologia madura, o corpo corporativo segue operando IA sem régua.

1. IA sem métrica é custo, não ativo. George Westerman (MIT Sloan) colocou o debate no lugar certo: o que separa experimentação de valor real. Cristiano Nobrega, VP de Dados e IA da TOTVS, foi direto: "A IA, no final, é sobre ganho de produtividade e eficiência operacional mensurável". A contrapartida também vale: sem governança, a IA não simplifica, "complexifica". Baseline antes, métrica depois. Sem isso, todo piloto vira entretenimento tecnológico. Precisamos mudar esse cenário com urgência e, na minha visão, isso passa não só pela operação, mas também pela direção, que precisa entender o que a IA pode fazer e até onde pode ir e que se não tem objetivos claros, tudo vira experimento sem propósito.

2. Agentes de IA viraram produto: trate-os como portfólio. O LYNN, primeiro foundation model B2B do Brasil, que vai estar embarcado dentro dos produtos TOTVS, ganhou uma família de agentes com modelo de cobrança próprio. A leitura para quem lidera TI é uma só: agente não é brinquedo, é item de portfólio, com business case, dono e indicador e retorno.

3. Vibe coding sensato: a IA só acelera onde existe padrão. A palestra do Gustavo Guanabara, uma das grandes referências em formação de profissionais de TI no Brasil, usou o SmartX como estudo de caso. O novo framework de telas do Protheus (release 2610), RM e Datasul nasceu de uma lição aplicável a qualquer empresa: copilotos geram código consistente quando recebem contexto estruturado (tokens, design system, regras expostas via MCP). Guanabara acrescentou duas provocações que levei comigo. Primeira: o usuário de ERP passa horas por dia dentro do sistema, o que torna qualquer mudança de experiência uma decisão crítica, não um retoque estético. Segunda: a IA já elimina a parte burocrática do trabalho técnico, como documentação de handoff, e devolve o profissional para o que importa: criar e resolver problemas. A validação das regras começa no pré-commit. Antes de liberar IA no desenvolvimento, organize o padrão: IA multiplica o que já existe, não inventa disciplina.

4. O ERP virou banco, e isso muda o financeiro da PME. A Conta+ da Techfin (TOTVS + Itaú) coloca Pix, DDA, conciliação automática, saldo remunerado e antecipação de recebíveis dentro do Protheus. Elimina o gargalo mais caro do financeiro: o retrabalho de conciliação. Software de gestão virou infraestrutura financeira, isso pode ser diferencial em um mercado extremamente competitivo.

5. Sucessão, transição e equilíbrio: o paradoxo que Laércio Cosentino expôs. O fundador da TOTVS entregou a tese mais provocadora do dia 13: vivemos cada vez mais e a tecnologia nos torna obsoletos cada vez mais rápido. A transição, que antes acontecia uma vez na carreira, agora acontece várias vezes na existência. Tratou a IA como concorrente, não como ferramenta. E fechou com sucessão pensada em horizonte de 100 anos: herdeiros podem assumir aos 70, a sucessão pode pular uma geração, e patrimônio é mais que dinheiro: é nome, marca e conhecimento. O equilíbrio, segundo ele, está em quatro atos: poupar mais, continuar ativo, preservar a experiência e transmitir patrimônio.

6. Criadores e criaturas: o ativo escasso continua sendo gente. Rishad Tobaccowala fechou a tese que compartilho da ideia : humanos dão propósito e direção à IA; a IA multiplica o alcance humano. E a frase que levei para casa: "Quando você para de aprender, é o dia que você começa a morrer." O diferencial competitivo das empresas de 2027 não será o modelo que contratam, será a velocidade com que seus times aprendem. E aqui entra algo importante: empresas que abandonam o Humano logo estarão fora do mercado, é questão de tempo.

Fechando, o gap dos 88% não é problema da TOTVS, do MIT ou dos fornecedores. É oportunidade de liderança. Quem medir, escala. Quem não medir, estaciona na experimentação e consequentemente ficará para trás e fora do mercado que muda a uma velocidade impressionante.

E na sua operação: como você mede o retorno da IA? Como você trabalha o Humano com IA? Sua equipe esta preparada para acompanhar todas as mudanças? Quais ações esta sendo implementada para enfrentar esse mercado.
#InteligenciaArtificial #TOTVS #Protheus #TransformaçãoDigital #Liderança #CTO

sexta-feira, 22 de junho de 2018


A DIRF esta com seus dias contados com a entrada do E-Social, porem para o próximo ano 2019, acredito que ainda iremos ter a geração da mesma e um dos erros comuns são:

Desposicionamento na linha onde consta o telefone do responsável 

Um dos problemas que podemos encontrar ao gerar o arquivo magnético para transmissão da DIRF que geralmente o usuário não se atenta é no preenchimento do telefone, o que gera uma inconsistência ao passar o arquivo no Validador.

Passo a passo:

O correto preenchimento do campo de telefone do responsável nos parâmetros de geração do arquivo deve ser feito da seguinte forma:
 O DDD deve ocupar 6 (seis) posições, sendo 1 para o caracter "(", 3 para o código do DDD (exemplo: 011), 1 para um espaço em branco e 1 para o caracter ")". Exemplo: (011 )
 O telefone deve ocupar 10 (dez) posições.
Para telefones de 8 dígitos, a primeira posição deve ser um espaço em branco. Depois vem os 4 primeiros dígitos do telefone, um hífen e os últimos 4 dígitos do telefone.
Para telefones de 9 dígitos, basta inserir um hífen após o quinto dígito.
Para telefone com ramal, deve ser inserido uma barra ( / ) logo após o telefone e o ramal em seguida.
Veja abaixo todos os exemplos:

Telefone de 8 dígitos sem ramal: (011 ) 8765-4321







Telefone de 9 dígitos sem ramal: (011 )98765-4321





Telefone de 8 dígitos e ramal de 2 dígitos: (011 ) 8765-4321/R:21





Telefone de 8 dígitos e ramal de 4 dígitos: (011 ) 8765-4321/4321






Caso esteja diferente disto, o arquivo terá registros desposicionados e não passará pelo validador, como pode ser visto na imagem abaixo:







domingo, 11 de março de 2018

Serviço do AppServer Protheus como servidor de Log.


Um ponto muito interessante que muita gente acaba não dando tanta atenção é sobre os logs que o serviço do Protheus gera, como na grande maioria das vezes o serviço fica diretamente no serviço do sistema operacional acabamos não nos atentando das valiosas informações que ele gera.

Muitos problemas podem ser resolvidos verificando o LOG gerado no appserver.

NO TDN da TOTVS há alguma documentação sobre o assunto, porém ainda é muito pouco explorado, aqui vou abordar uma das partes da configuração do appservercomo servidor de LOG´s, ponto interessante para quem trabalha com balanceamento concentrando assim os logs em um único local.

Configuração. 


A sessão [LogServer] indica que o AppServer irá se comportar como Servidor de Logs (LogServer).
Obs. Para que o AppServer execute como LogServer ele deve ser informado com o argumento de execução (-logserver).
Ex:      appserver -logserver
 Disponível em Build igual ou superior a 7.00.131227A NG
 Parâmetros da Sessão 

Nome
Tipo
Descrição
Padrão
port
Numérico
Porta TCP que o servidor irá receber os Logs no padrão SysLog
514
type
Caractere
Tipo de Log e de gravação de Log
5424 
file
Caractere
Nome base do arquivo que irá conter os Logs
log_server.txt
file_size
Numérico
Tamanho do arquivo em bytes
Obs. Este é o tamanho de referência para os arquivos, porém os arquivos podem conter em alguns Kb em SQLite.
1 Mb
max_files
Numérico
Número máximo de arquivos de backup
10
backup_dir
Caractere
Diretório onde serão armazenados os arquivos de backup
backup_logs
map_file
Numérico
Indica que deve gravar em arquivo ("file".log). Valores: 0 - desabilitado 1 - habilitado
1
sqlite
Numérico
Indica que deve gravar em SQLite ("file".db). Valores: 0 - desabilitado 1 - habilitado
1
backup_sqlite_cfg_file
Caractere
Lista de arquivos de backup gerados do SQLite
"file".cfg
backup_sqlite_folder
Caractere
Diretório onde serão armazenados os arquivos de backup do SQLite
"backup_dir"
echo
Numérico 
Indica de deve fazer o echo de todas as mensagens recebidas
0
echo_error
Numérico
 Indica de deve fazer o echo de todas as mensagens recebidas com erro
0
proxy_server
Caractere
Nome do Servidor de Proxy que irá receber os logs redirecionados a partir deste servidor
 
proxy_port
Numérico
Porta TCP do servidor de Proxy 
 
proxy_buffer
Numérico
Tamanho do Buffer interno (em bytes) para armazenamento de Logs, caso o servidor de proxy não esteja recebendo os Logs
10 Mb
receiver_port
Numérico
Porta em que o Log Server irá receber/enviar as requisições para o Log Viewer.
Obs. Se não for configurado não envia informações dos Logs.
 

 Os valores "Padrão" se referem a versão corrente do Build igual ou superior a 7.00.131227A NG
 
A sessão [LogServerService] indica que o nome do serviço a ser instalado como Servidor de Logs (LogServer).

Parâmetros da Sessão 


Nome
Tipo
Descrição
Padrão
NAME
Caractere
Nome do serviço
 
DISPLAYNAME
Caractere
Nome de visualização do serviço
 
 
Exemplo
[LogServer]
port=4000
file=log_totvstec11
file_size=1048576
max_files=50
backup_dir=backup_log
map_file=1
sqlite=1
 
[LogServerService]
NAME=.PROTHEUS_12_4000_Log_Server
DISPLAYNAME=.PROTHEUS_12_4000_Log_Server
 
Para o uso do Log Server como serviço do sistema operacional Windows deve-se configurar a seção LogServerService e executar o comando appserver -logserver -install.
 Toda a informação técnica foi retirada do site TDN da TOTVS.
Boa Leitura!!

 

domingo, 23 de julho de 2017

Management 3.0 o futuro do gerenciamento







O post de hoje vamos falar um pouco de assunto que para mim é de extrema importância, interessante e que com certeza será muito falado daqui para frente: Management 3.0
Mas o que é Management 3.0, buscando a resposta no próprio site da empresa Happy Melly temos a seguinte definição:

What is Management 3.0?

We’ve realized that almost every industry is ripe for change and ready for a new view on management. Management 3.0 is that future of management.

Management 3.0 is a movement of innovation, leadership and management. Management 3.0 is redefining the definition of leadership  with management as a group responsibility. It’s about working together to find the most efficient way for a business to achieve its goals while maintaining the happiness of workers  as a priority.

Management 3.0 is a global management revolution that brings together thousands of project managers, mid-level managers, CEOs and entrepreneurs, developing solutions together, using games to encourage employee feedback and team collaboration.

You don’t want theories and soft management science, you want hands-on approaches that can become solutions for increasing employee engagement and improving results. You want to build a future.

O Management 3.0 é o futuro do gerenciamento, um movimento de inovação, liderança e gerenciamento que tem como objetivo principal a felicidade dos trabalhadores como um prioridade, utilizam jogos para incentivar o feedback dos funcionários e colaboração em equipe, buscando maior engajamento dos funcionários e melhorando resultados.

Utilizado inicialmente na área de T.I. tem se expandido para a área de negócios isso porque ele auxilia empresas a repensarem sua estrutura e seus processos para se tornarem mais produtivas, ao transmitir técnicas e ideias que podem ser usadas para ajudar um gestor a energizar as pessoas, empoderar times, alinhar restrições organizacionais, desenvolver competências, crescer a estrutura empresarial.


Vale ressaltar que o Management 3.0 não é uma metodologia ou um framework de soluções prontas para resolver problemas das organizações, muito menos algo que simplesmente se implanta numa empresa da noite para o dia. Mas sim, um modelo mental, uma forma de pensar a gestão que pode ser colocada em prática diariamente por gestores ou líderes.

O assunto é extenso e muito interessante, futuramente iremos abordar outros pontos para trazer maiores detalhes.

Boa leitura e bons estudos. 

domingo, 25 de junho de 2017

Scrum - A arte de Fazer o Dobro do Trabalho na metade do Tempo

Scrum - A arte de Fazer o Dobro do Trabalho na metade do Tempo

Nos últimos tempos, pela crise que assola no país tem se intensificado nas empresas a máxima da otimização de recursos, financeiro e humanos, onde cada vez mais as empresas estão exigindo de seus colaboradores a realização de atividades com muito mais eficiência e rapidez do que a tempos atrás.

Isto também esta se tornando o diferencial de profissionais e empresas, aqueles que conseguem atender a seus clientes, sejam eles internos ou externos com a máxima eficiência, em relação a custo, prazo e qualidade diference das demais empresas e profissionais do mercado.

Para isto vem se empregando inúmeras técnicas e métodos e um deles é o SCRUM, método criado por Jeff Sutherland ex-piloto da força área americana, especialista em biometria, inovador no início da tecnologia dos caixas eletrônicos e também atuou como diretor de várias empresas de ramos diversos.

Com esta método inovador ele conseguiu simplificar a vida e o trabalho de muitas pessoas pelo mundo, pois atua focado em um dos maiores bens da humanidade: o tempo (tão escasso ultimamente), com o aumento da produtividade e otimizando o tempo tem se demonstrado a melhor maneira de mudar nossas vidas.

A metodologia SCRUM tem sido aplicada não só no ramo da tecnologia, tem se mostrado eficaz em vários outros segmentos, desde projetos sociais a desenvolvimento de complexos empreendimentos e em empresas de pequeno, médio e grande porte.


Para implementação do SCRUM temos os seguintes passos básicos

  1. Escolha um Product Owner
  2. Selecione uma equipe
  3. Escolha um Scrum Master
  4. Crie e ordene de acordo com as prioridades, um backlog
  5. Refine e estime o backlog
  6. Planeje os Sprints
  7. Torne o trabalho Visível
  8. Scrum Diário (reunião diária)
  9. Revisão do Sprint (Demonstração)
  10. Retrospectiva do Sprint
  11. Comece de imediato o sprint seguinte
Fluxo do Processo Scrum








Para entender melhor o SCRUM recomendo fortemente a leitura do livro de Jeff Sutherland Scrum a Arte de Fazer o Dobro do Trabalho na Metade do tempo (Titulo deste post), nele há explicação de como nasceu esta metodologia e alguns exemplos da aplicação da mesma pelas empresas o que facilita um pouco o entendimento.

No inicio pode parecer complicado, mas seguindo o que o próprio Jeff coloca o "pulo do gato" é continuar e ir melhorando a cada sprint até que a equipe ganhe uma velocidade que você irá se surpreender.


Boa Leitura!!